Há poucos dias, em meados de Agosto, apareceu no DN uma notícia sobre a última grande obra realizada em Albufeira, inserida no programa Polis de requalificação urbana do centro da terra. E não faltam elogios. Segundo o DN, até “…o artista Herman José já felicitou o presidente da Câmara.”. Só por isto, já podemos ter uma ideia do grande nível da obra. Mas, para o caso de persistirem dúvidas, o jornal continua: “…um autarca do Funchal até disse ao colega algarvio ter-se inspirado nessa ideia para a capital da Madeira.”.
Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira, disse ao DN que o investimento de 350 mil euros valeu a pena, que "é um sucesso a contribuir para a qualidade de vida das pessoas" e que “a cidade tem de se desenvolver, e não estar virada para os anos 60”. Por mim, já estou convencido.
Mas que maravilha será esta? De que fabuloso empreendimento estaremos a falar? Parece que se trata de “…dois lanços de escadas rolantes, a ligar a zona do Pau de Bandeira à Praça dos Pescadores, junto à praia, vencendo um desnível de 18 metros.”.
Assim, está bem. Fico contente por saber que o dinheiro dos meus impostos não é desperdiçado em obras de fachada, mas apenas em trabalhos importantes e estruturais, que contribuem para um real benefício das populações e para o desenvolvimento de toda uma região. Por esse país fora, não faltam autarcas capazes de defender obras ridículas e desnecessárias, muito mais caras que uns míseros 350 mil euros. Aqui, porém, podemos estar descansados: com o Desidério, não há despautério.