Desde a vitória histórica de Barack Obama nas eleições americanas, temos visto todos os partidos políticos portugueses e até associações sindicais a copiar despudoradamente os slogans e ideias-chave dessa campanha.
Ora se eles podem... aproveito a boleia.
Tendo em conta que o atraso global deste país nos atira para os tempos em que "farmácia" ainda se escrevia com ph, esta é a alteração de slogan que se impõe:
SIM, NÓS PHODEMOS!
Phodemos os castelhanos, no ideal da independência da nação e phodemos tudo desde então.
Phodemos as riquezas trazidas do Brasil, mais tarde phodemos quem as desbaratou e virámos republicanos.
Continuámos a phoder tudo o que "retirávamos" das colónias africanas e asiáticas, com tal habilidade que estes, mesmo depois de se livrarem dos nossos desmandos, continuam a phoder os seus como nós os ensinámos.
Phodemos a ditadura que nos phodeu anos a fio, phodemos a democracia ainda antes da sua maioridade.
Phodemos todo o dinheiro comunitário "doado" para o nosso desenvolvimento e já somos mesmo mais pobres que aqueles que até há meia dúzia de anos eram constantemente phodidos pelos russos.
E aqui estamos, de volta à estaca zero, após 866 anos de "crise phodida".
Como sempre, continuamos a apontar o dedo e a culpar todos os que podemos (ou phodemos).
A culpa é dos reis, dos servos, dos políticos, dos eleitores, dos ricos, dos pobres, dos criminosos, dos "chico-espertos", das leis, dos tribunais, das escolas, dos hospitais...
A culpa é sempre de todos os outros, a culpa morre sempre solteira, e "eu" é que nunca casarei com ela.
Este slogan é nosso de direito. É de todos os Portugueses.
SIM, NÓS PHODEMOS!
segunda-feira, 30 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
A PARTIR DE AGORA, NADA SERÁ COMO ANTES
Começou a TVI-24. Finalmente. Estávamos ávidos de caras novas, de sangue novo.
O primeiro sinal de modernidade e inovação foi dado ainda uns dias antes da estreia. O canal 7 da TV Cabo foi ocupado por umas imagens de trânsito num semáforo junto à Gare do Oriente, aceleradas e em loop. E à frente, sobreposto, um outdoor com um daqueles relógios/calendários que contam os dias, as horas, os minutos e os segundos que faltam para um grande evento.
Verdadeiramente simbólico, metáfora da modernidade e do investimento: o outdoor traduz a modernidade, porque apesar de já não serem novos por alturas da Expo98, estes relógios digitais projectam sempre uma imagem futurista (e vistos assim à distância, num ecrã, nem sequer notamos a ferrugem). A Gare do Oriente representa o investimento, não é à toa que lhe chamam o mais caro apeadeiro do mundo.
E esta imagem nada monótona permaneceu até ao último minuto antes do início da emissão, o que simboliza a coerência, mas também a capacidade de surpreender as expectativas do público. Se querem previsibilidade, vejam outros canais, não a TVI.
E se já havia aqui bons indícios, o melhor ainda estava para vir. Moniz já tinha prometido uma televisão para combater os poderes instalados, e uma forma inovadora de fazer informação. E a comprová-lo, no início da emissão, duas caras que afiançam a modernidade: Henrique Garcia e o próprio José Eduardo Moniz. Se já há 25 anos simbolizavam a modernidade na RTP, porque é que agora não haveriam de continuar a representá-la na TVI?
Mas o sumo do novo canal não fica por aqui. Há, na apresentação, a garantia de mais caras novas, como António Perez Metello e Constança Cunha e Sá. E se tivermos mesmo sorte, ainda aparece a sempre jovem Manuela Moura Guedes.
Na opinião política, garante-se uma verdadeira lufada de ar fresco: Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Marques Mendes e Carlos Carvalhas. Nos comentários, três jovens lobos: Vasco Pulido Valente, Rui Ramos e Vital Moreira. E no debate político, mais sangue novo: Augusto Santos Silva e Nuno Morais Sarmento. Para debater economia e finanças, dois jovens valores em ascensão: Pina Moura e Braga de Macedo.
Finalmente, uma ideia peregrina: sentar num estúdio três adeptos, um do Porto, um do Benfica e outro do Sporting, e pô-los a discutir sobre futebol como se estivessem numa tasca. Como é que nunca ninguém tinha pensado nisto? Principalmente tratando-se de pessoas isentas e nunca vistas na TV como Pôncio Monteiro, Fernando Seara e Eduardo Barroso.
O que urge perguntar é: como é que foi possível vivermos antes de tudo isto aparecer? Como é que era possível pensarmos sequer, sem toda esta gente na televisão para nos ensinar?
Perante tanta inovação, a concorrência que se cuide. Mais dia, menos dia, a Internet ainda fecha por falta de procura...
O primeiro sinal de modernidade e inovação foi dado ainda uns dias antes da estreia. O canal 7 da TV Cabo foi ocupado por umas imagens de trânsito num semáforo junto à Gare do Oriente, aceleradas e em loop. E à frente, sobreposto, um outdoor com um daqueles relógios/calendários que contam os dias, as horas, os minutos e os segundos que faltam para um grande evento.
Verdadeiramente simbólico, metáfora da modernidade e do investimento: o outdoor traduz a modernidade, porque apesar de já não serem novos por alturas da Expo98, estes relógios digitais projectam sempre uma imagem futurista (e vistos assim à distância, num ecrã, nem sequer notamos a ferrugem). A Gare do Oriente representa o investimento, não é à toa que lhe chamam o mais caro apeadeiro do mundo.
E esta imagem nada monótona permaneceu até ao último minuto antes do início da emissão, o que simboliza a coerência, mas também a capacidade de surpreender as expectativas do público. Se querem previsibilidade, vejam outros canais, não a TVI.
E se já havia aqui bons indícios, o melhor ainda estava para vir. Moniz já tinha prometido uma televisão para combater os poderes instalados, e uma forma inovadora de fazer informação. E a comprová-lo, no início da emissão, duas caras que afiançam a modernidade: Henrique Garcia e o próprio José Eduardo Moniz. Se já há 25 anos simbolizavam a modernidade na RTP, porque é que agora não haveriam de continuar a representá-la na TVI?
Mas o sumo do novo canal não fica por aqui. Há, na apresentação, a garantia de mais caras novas, como António Perez Metello e Constança Cunha e Sá. E se tivermos mesmo sorte, ainda aparece a sempre jovem Manuela Moura Guedes.
Na opinião política, garante-se uma verdadeira lufada de ar fresco: Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Marques Mendes e Carlos Carvalhas. Nos comentários, três jovens lobos: Vasco Pulido Valente, Rui Ramos e Vital Moreira. E no debate político, mais sangue novo: Augusto Santos Silva e Nuno Morais Sarmento. Para debater economia e finanças, dois jovens valores em ascensão: Pina Moura e Braga de Macedo.
Finalmente, uma ideia peregrina: sentar num estúdio três adeptos, um do Porto, um do Benfica e outro do Sporting, e pô-los a discutir sobre futebol como se estivessem numa tasca. Como é que nunca ninguém tinha pensado nisto? Principalmente tratando-se de pessoas isentas e nunca vistas na TV como Pôncio Monteiro, Fernando Seara e Eduardo Barroso.
O que urge perguntar é: como é que foi possível vivermos antes de tudo isto aparecer? Como é que era possível pensarmos sequer, sem toda esta gente na televisão para nos ensinar?
Perante tanta inovação, a concorrência que se cuide. Mais dia, menos dia, a Internet ainda fecha por falta de procura...
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