Hoje em dia, se comprarmos um DVD numa loja, ao visioná-lo somos obrigados a aturar um pequeno anúncio que nos explica, a nós que comprámos um DVD legal, que ‘comprar um DVD pirata é crime’. Se comprarmos um DVD pirata numa feira, provavelmente já não seremos obrigados a ver esse anúncio. Pense nisso, quando for às compras…
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Animais
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
VERDADEIRO BEM PÚBLICO
Há poucos dias, em meados de Agosto, apareceu no DN uma notícia sobre a última grande obra realizada em Albufeira, inserida no programa Polis de requalificação urbana do centro da terra. E não faltam elogios. Segundo o DN, até “…o artista Herman José já felicitou o presidente da Câmara.”. Só por isto, já podemos ter uma ideia do grande nível da obra. Mas, para o caso de persistirem dúvidas, o jornal continua: “…um autarca do Funchal até disse ao colega algarvio ter-se inspirado nessa ideia para a capital da Madeira.”.
Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira, disse ao DN que o investimento de 350 mil euros valeu a pena, que "é um sucesso a contribuir para a qualidade de vida das pessoas" e que “a cidade tem de se desenvolver, e não estar virada para os anos 60”. Por mim, já estou convencido.
Mas que maravilha será esta? De que fabuloso empreendimento estaremos a falar? Parece que se trata de “…dois lanços de escadas rolantes, a ligar a zona do Pau de Bandeira à Praça dos Pescadores, junto à praia, vencendo um desnível de 18 metros.”.
Assim, está bem. Fico contente por saber que o dinheiro dos meus impostos não é desperdiçado em obras de fachada, mas apenas em trabalhos importantes e estruturais, que contribuem para um real benefício das populações e para o desenvolvimento de toda uma região. Por esse país fora, não faltam autarcas capazes de defender obras ridículas e desnecessárias, muito mais caras que uns míseros 350 mil euros. Aqui, porém, podemos estar descansados: com o Desidério, não há despautério.
Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira, disse ao DN que o investimento de 350 mil euros valeu a pena, que "é um sucesso a contribuir para a qualidade de vida das pessoas" e que “a cidade tem de se desenvolver, e não estar virada para os anos 60”. Por mim, já estou convencido.
Mas que maravilha será esta? De que fabuloso empreendimento estaremos a falar? Parece que se trata de “…dois lanços de escadas rolantes, a ligar a zona do Pau de Bandeira à Praça dos Pescadores, junto à praia, vencendo um desnível de 18 metros.”.
Assim, está bem. Fico contente por saber que o dinheiro dos meus impostos não é desperdiçado em obras de fachada, mas apenas em trabalhos importantes e estruturais, que contribuem para um real benefício das populações e para o desenvolvimento de toda uma região. Por esse país fora, não faltam autarcas capazes de defender obras ridículas e desnecessárias, muito mais caras que uns míseros 350 mil euros. Aqui, porém, podemos estar descansados: com o Desidério, não há despautério.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
JÁ QUE ESTAMOS EM ÉPOCA ATREITA A POPULISMOS…
No seguimento da recente aprovação do diploma que visa a introdução de um micro-chip em cada matrícula, para ser sempre possível saber onde é que determinado (dono de) veículo anda, proponho que se discuta a implementação de uma medida similar, direccionada para os nossos funcionários políticos.
Poderemos começar, em regime experimental, por aplicar um micro-chip a cada um dos nossos deputados. Em complemento, o site da Assembleia da República deverá transmitir em tempo real algumas informações básicas sobre o trabalho diário de cada um destes obsequiosos servidores da nação: a hora a que entram e saem da Assembleia, se em cada momento estão no plenário, na casa de banho, no bar ou no gabinete, e também, já agora, o seu sentido de voto em cada sufrágio que vá decorrendo no hemiciclo.
Isto constituirá uma forma prática e funcional de aproximar os deputados dos eleitores, muito mais eficaz que a populista, ridícula e persistente proposta de criar círculos eleitorais uninominais com que os grandes partidos nos costumam ciclicamente aterrorizar. Assim, toda a gente poderá saber o que faz diariamente não apenas ‘o seu’ deputado, mas cada um dos duzentos e trinta a que paga o salário.
O sistema deverá identificar publicamente apenas onde está cada deputado dentro do Parlamento, porque dispensamos saber o que essa gente faz fora do horário de expediente. Para nós, eleitores, a sua vida pessoal é irrelevante (e desinteressante).
Penso, até, que a medida será do agrado da generalidade dos deputados. Não só permitirá reduzir, decerto, o grau de incompreensão por parte dos eleitores de que muitos são vítimas, como constituirá um reforço da segurança individual de cada um, porque no caso de serem raptados, por exemplo, as autoridades policiais conseguirão imediatamente localizá-los.
No futuro, se a medida for bem sucedida (e, à partida, não vislumbro razões para que tal não suceda), poderemos, com ligeiras adaptações, alargar o seu âmbito de aplicação: aos restantes políticos, às viaturas oficiais, aos cartões de crédito de serviço, etc.. Tudo a bem da transparência...
Poderemos começar, em regime experimental, por aplicar um micro-chip a cada um dos nossos deputados. Em complemento, o site da Assembleia da República deverá transmitir em tempo real algumas informações básicas sobre o trabalho diário de cada um destes obsequiosos servidores da nação: a hora a que entram e saem da Assembleia, se em cada momento estão no plenário, na casa de banho, no bar ou no gabinete, e também, já agora, o seu sentido de voto em cada sufrágio que vá decorrendo no hemiciclo.
Isto constituirá uma forma prática e funcional de aproximar os deputados dos eleitores, muito mais eficaz que a populista, ridícula e persistente proposta de criar círculos eleitorais uninominais com que os grandes partidos nos costumam ciclicamente aterrorizar. Assim, toda a gente poderá saber o que faz diariamente não apenas ‘o seu’ deputado, mas cada um dos duzentos e trinta a que paga o salário.
O sistema deverá identificar publicamente apenas onde está cada deputado dentro do Parlamento, porque dispensamos saber o que essa gente faz fora do horário de expediente. Para nós, eleitores, a sua vida pessoal é irrelevante (e desinteressante).
Penso, até, que a medida será do agrado da generalidade dos deputados. Não só permitirá reduzir, decerto, o grau de incompreensão por parte dos eleitores de que muitos são vítimas, como constituirá um reforço da segurança individual de cada um, porque no caso de serem raptados, por exemplo, as autoridades policiais conseguirão imediatamente localizá-los.
No futuro, se a medida for bem sucedida (e, à partida, não vislumbro razões para que tal não suceda), poderemos, com ligeiras adaptações, alargar o seu âmbito de aplicação: aos restantes políticos, às viaturas oficiais, aos cartões de crédito de serviço, etc.. Tudo a bem da transparência...
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
HERÓI NACIONAL
Portugal tem um novo herói nacional. Chama-se Marco Fortes e é lançador do peso, à tarde.
O rapaz teve o condão de unir o país, algo muito raro. Não se via um consenso tão grande entre os portugueses desde que Amália Rodrigues foi desta para melhor. O coro de críticas relativamente às declarações de Marco Fortes no final da sua participação dos Jogos Olímpicos foi mais unânime do que os elogios à prestação de Vanessa Fernandes, porque não falta quem tenha ficado muito desiludido com a atleta pela conquista de uma medalha de prata. Mas ele pôs-se a jeito: justificar a sua fraca prestação (para além de dois arremessos nulos, lançou o peso a 18,05 metros, a 2,08 do seu recorde pessoal) com a hora madrugadora do evento é no mínimo genial.
“De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo…” vai entrar para a História. De fino recorte literário, mas com um truculento travo de sarcasmo, nada fica a dever a outras célebres frases de outros grandes génios da cultura portuguesa do último século, como Luiz Pacheco ou João César Monteiro. O rapaz tem futuro, mas provavelmente mais nas letras do que no estádio.
Sócrates, mais um conselho do doutor Fajuto, pá: se queres garantir uma nova maioria absoluta, vê se consegues pôr o Marco a concorrer pelas listas do PSD…
O rapaz teve o condão de unir o país, algo muito raro. Não se via um consenso tão grande entre os portugueses desde que Amália Rodrigues foi desta para melhor. O coro de críticas relativamente às declarações de Marco Fortes no final da sua participação dos Jogos Olímpicos foi mais unânime do que os elogios à prestação de Vanessa Fernandes, porque não falta quem tenha ficado muito desiludido com a atleta pela conquista de uma medalha de prata. Mas ele pôs-se a jeito: justificar a sua fraca prestação (para além de dois arremessos nulos, lançou o peso a 18,05 metros, a 2,08 do seu recorde pessoal) com a hora madrugadora do evento é no mínimo genial.
“De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo…” vai entrar para a História. De fino recorte literário, mas com um truculento travo de sarcasmo, nada fica a dever a outras célebres frases de outros grandes génios da cultura portuguesa do último século, como Luiz Pacheco ou João César Monteiro. O rapaz tem futuro, mas provavelmente mais nas letras do que no estádio.
Sócrates, mais um conselho do doutor Fajuto, pá: se queres garantir uma nova maioria absoluta, vê se consegues pôr o Marco a concorrer pelas listas do PSD…
quarta-feira, 23 de julho de 2008
CANDIDATURA
Uma das mais fantásticas profissões que existe é a de crítico. É já um lugar comum dizer que quem vai para crítico é aquele que não consegue vingar em determinada actividade: um pintor falhado torna-se crítico de pintura, um escritor falhado transforma-se em crítico de literatura, etc., e quem é falhado em tudo, escreve num blogue...
Mas os que mais me fascinam são os críticos de cinema. Ser pago para ver filmes e depois dar estrelinhas parece-me uma profissão de sonho, mesmo que isso obrigue a ver os filmes do Eric Rohmer e as comédias de adolescentes americanas. Aliás, muitas vezes nem parece ser preciso ver os filmes para escrever sobre eles, a avaliar pelo que alguns críticos escrevem.
Mas tendo isso em conta, ainda mais me intriga o crítico Mário J. Torres, do Público. Há não sei quantas semanas que a coluna das estrelinhas dele aparece em branco. O que é que isto significa? Está de férias? Está de baixa? Mas nesse caso, porque é que não é substituído? Ou simplesmente não lhe tem apetecido ir ao cinema? Mas esse não é o trabalho dele? Será que ele se pode recusar a ir ver filmes, só porque acha que não há nada que valha a pena? Será que eles recebem por cada filme que vêem? Ou pela quantidade de estrelas que dão? Só se for ao contrário, pela quantidade de estrelas que não dão, pelo menos no Público...
De qualquer forma, deixo aqui o repto ao José Manuel Fernandes: se precisar aí de alguém para substituir esse tipo (mesmo que seja temporariamente) e receber uns cobres só para ir ver uns filmes e dar umas estrelinhas, pode contar comigo.
Mas os que mais me fascinam são os críticos de cinema. Ser pago para ver filmes e depois dar estrelinhas parece-me uma profissão de sonho, mesmo que isso obrigue a ver os filmes do Eric Rohmer e as comédias de adolescentes americanas. Aliás, muitas vezes nem parece ser preciso ver os filmes para escrever sobre eles, a avaliar pelo que alguns críticos escrevem.
Mas tendo isso em conta, ainda mais me intriga o crítico Mário J. Torres, do Público. Há não sei quantas semanas que a coluna das estrelinhas dele aparece em branco. O que é que isto significa? Está de férias? Está de baixa? Mas nesse caso, porque é que não é substituído? Ou simplesmente não lhe tem apetecido ir ao cinema? Mas esse não é o trabalho dele? Será que ele se pode recusar a ir ver filmes, só porque acha que não há nada que valha a pena? Será que eles recebem por cada filme que vêem? Ou pela quantidade de estrelas que dão? Só se for ao contrário, pela quantidade de estrelas que não dão, pelo menos no Público...
De qualquer forma, deixo aqui o repto ao José Manuel Fernandes: se precisar aí de alguém para substituir esse tipo (mesmo que seja temporariamente) e receber uns cobres só para ir ver uns filmes e dar umas estrelinhas, pode contar comigo.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
UM ANO IGUAL AOS OUTROS
Passou recentemente um ano desde que António Costa tomou posse à frente da Câmara de Lisboa. Como seria de esperar, tudo está exactamente igual. O maior problema de Lisboa, que é o excesso de automóveis, continua perfeitamente na mesma. Centenas de milhar de veículos insistem em entrar todos os dias na cidade, em poluir e entupir as ruas, por continuar a ser tão barato andar de automóvel em Lisboa. Os passeios continuam pejados de carros, seja em frente à Câmara, à porta das esquadras de polícia, no meio da Praça da Figueira, ou nas avenidas novas, qualquer bocado de passeio é bom para deixar o carro, porque existe a certeza de que isso não é apenas tolerado, mas mesmo incentivado pelas autoridades.
Até agora, o momento mais marcante de António Costa à frente da Câmara foi sem dúvida a peregrina ideia de desactivar a estação de Santa Apolónia e a respectiva linha de comboio, porque o metro já lá chegava. É uma coisa tão estúpida que nem sequer Santana Lopes se lembrou dela.
Pode ser injusto avaliar um ano inteiro de mandato por uma ideia idiota mas, perante esta proposta, é inevitável a convicção de que António Costa não faz a mínima ideia do que é que está a fazer à frente da Câmara, para além de construir uma carreira política. Para isso, porém, devia ficar pelo Parlamento e pelos debates de barbudos nas televisões, que são lugares mais apropriados para os políticos que não sabem fazer nada de jeito.
E por falar neles, é certo que Santana Lopes (justiça lhe seja feita) também teve, durante o seu mandato, a ‘visão’ de acabar com a linha ferroviária de Cascais. Mas a verdade é que na nossa memória é por outros feitos que consegue perdurar...
Até agora, o momento mais marcante de António Costa à frente da Câmara foi sem dúvida a peregrina ideia de desactivar a estação de Santa Apolónia e a respectiva linha de comboio, porque o metro já lá chegava. É uma coisa tão estúpida que nem sequer Santana Lopes se lembrou dela.
Pode ser injusto avaliar um ano inteiro de mandato por uma ideia idiota mas, perante esta proposta, é inevitável a convicção de que António Costa não faz a mínima ideia do que é que está a fazer à frente da Câmara, para além de construir uma carreira política. Para isso, porém, devia ficar pelo Parlamento e pelos debates de barbudos nas televisões, que são lugares mais apropriados para os políticos que não sabem fazer nada de jeito.
E por falar neles, é certo que Santana Lopes (justiça lhe seja feita) também teve, durante o seu mandato, a ‘visão’ de acabar com a linha ferroviária de Cascais. Mas a verdade é que na nossa memória é por outros feitos que consegue perdurar...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
QUANDO A ESMOLA É GRANDE, O POBRE DESCONFIA…
Os Delfins vão acabar. É uma promessa. Mas, calma, não façam já a festa. Para já, parece que é só daqui a ano e meio. E por outro lado, os rapazes dizem que vão continuar “… ligados à música, em iniciativas a solo ou em grupo…”. Teme-se o pior…
A outra má notícia é que antes disso ainda vão lançar mais um disco de originais, e já ameaçaram passar os próximos tempos a dar concertos.
Mas há aqui qualquer coisa que cheira a esturro. Isto de dizer ‘vamos acabar, mas só daqui a ano e meio’ faz lembrar o Santana Lopes a ameaçar que se não o agarram, larga a política para sempre. Será que também estão à espera que nasça uma grande vaga de fundo a apelar a que eles revejam a sua irredutível posição, a bem da nação? Nesse caso, está na nossa mão evitá-lo. Há que ter força e tenacidade. É em momentos assim que se avalia a fibra de um povo.
E já agora, para quando a mesma promessa por parte dos Da Weasel?
A outra má notícia é que antes disso ainda vão lançar mais um disco de originais, e já ameaçaram passar os próximos tempos a dar concertos.
Mas há aqui qualquer coisa que cheira a esturro. Isto de dizer ‘vamos acabar, mas só daqui a ano e meio’ faz lembrar o Santana Lopes a ameaçar que se não o agarram, larga a política para sempre. Será que também estão à espera que nasça uma grande vaga de fundo a apelar a que eles revejam a sua irredutível posição, a bem da nação? Nesse caso, está na nossa mão evitá-lo. Há que ter força e tenacidade. É em momentos assim que se avalia a fibra de um povo.
E já agora, para quando a mesma promessa por parte dos Da Weasel?
quarta-feira, 2 de abril de 2008
TRASH IN RIO
O maior festival do mundo está de volta. Animação de rua, uma tenda electrónica com alguns dos maiores DJ’s do mundo, uma pista de neve, uma área VIP, um centro comercial com 26 lojas, não-sei-quantos hectares de terreno, hordas de gente, um reboliço constante… E a organização, sempre apostada em inovar, já prometeu: na edição seguinte, pode ser que até já haja música…
quinta-feira, 20 de março de 2008
AINDA BEM QUE NÃO SOU AMERICANO…
Confesso que não saberia o que fazer. Andei a ler uns iluminados como o Vasco Pulido Valente, e parece que Barack Hussein Obama só está onde está por ser negro, e por ter o nome que tem. Mas parece que eu não podia votar nele, porque ele é negro e eu não sou. E tem nome de muçulmano, e eu não sou muçulmano. E parece que Hillary Clinton só está onde está por ser mulher, e por ser mulher de quem é. E eu também não podia votar nela, porque parece que quem vota nela são as mulheres e os hispânicos e os asiáticos. E McCain? Parece que esse só lá está por ser um herói veterano ferido em combate. Ora eu também não sou nada disso. E parece que também não me safava com Huckabee ou Romney, porque também não sou evangélico, nem mórmon, nem milionário. Realmente, parece que não me poderia identificar com nenhum deles. Aparentemente, só me restariam duas hipóteses: ou candidatar-me eu próprio, e assim talvez já me pudesse identificar a sério com um candidato, ou então ficar em casa e não pensar muito no assunto…
quarta-feira, 12 de março de 2008
MEDIA-JOGGING
Uma das recentes criações do governo consistiu em reduzir a taxa de IVA a pagar pelos utentes dos ginásios de 21 para 5%, para incentivar a prática de actividade física, ao que parece. Uma medida tão ridícula como esta só podia mesmo vir de um governo de José Sócrates. Não, pensando bem, também podia vir de um governo de Santana Lopes. Aliás, fazia ainda mais sentido...
De qualquer forma, não percebo porque é que esta medida se aplica apenas aos ginásios. Se a ideia é incentivar a actividade física, porque não usar a mesma argumentação e alargar o âmbito de aplicação a outro tipo de estabelecimentos em que aquela é característica, como por exemplo as discotecas? Ou então, e ainda mais a propósito, porque não aos bordéis?
De qualquer forma, não percebo porque é que esta medida se aplica apenas aos ginásios. Se a ideia é incentivar a actividade física, porque não usar a mesma argumentação e alargar o âmbito de aplicação a outro tipo de estabelecimentos em que aquela é característica, como por exemplo as discotecas? Ou então, e ainda mais a propósito, porque não aos bordéis?
terça-feira, 4 de março de 2008
O CICLO DA VIDA
Bush está a acabar. É só uma questão de tempo. Daqui a poucos meses vai desaparecer das nossas vidas, e a grande questão é apenas saber quem vai ocupar o seu lugar. Do lado americano já se percebeu que o seu sucessor não vem. Com o afastamento de Huckabee e Romney, restam McCain, Obama e Clinton, e nenhum deles tem o perfil adequado. Assim, as atenções viram-se para a Europa, e cada vez mais se antevê que a disputa para ser ‘o palhaço' do mundo ocidental vai ser entre Sarkozy e Berlusconi. E para já, Sarkozy vai claramente destacado...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Deixem governar o Obama!
Hoje, terça-feira, dia 26 de Fevereiro, às 22:30, em Nova Iorque, o euro atingiu o valor de 1,5 dólares.
Parece que há receios e medos e outras coisas.
Eu confesso que fiquei atordoado com a notícia.
Sentei-me e pensei: queres ver que, agora que os EUA vão ter um presidente afro-americano, ou na pior das hipóteses, uma mulher, aquilo acaba antes de um deles tomar posse.
Isso não se faz!
Ainda vão acusar a UE de racismo ou de machismo.
Deixem lá o homem brincar um bocadinho aos senhores do Mundo.
Deixem governar o Obama!
Nem que sejam só 10 minutos.
Ao Mantorras chegavam para marcar!
Parece que há receios e medos e outras coisas.
Eu confesso que fiquei atordoado com a notícia.
Sentei-me e pensei: queres ver que, agora que os EUA vão ter um presidente afro-americano, ou na pior das hipóteses, uma mulher, aquilo acaba antes de um deles tomar posse.
Isso não se faz!
Ainda vão acusar a UE de racismo ou de machismo.
Deixem lá o homem brincar um bocadinho aos senhores do Mundo.
Deixem governar o Obama!
Nem que sejam só 10 minutos.
Ao Mantorras chegavam para marcar!
A lógica da batata
O meu amigo Nabo disse-me noutro dia que anda cheio de trabalho e não tem tempo para nada.
"Grande fajuto", pensei eu. "Como é que este tipo, que é funcionário público, tem a lata de me dizer que anda cheio de trabalho?"
Só pode estar a gozar comigo, porque eu sim, farto-me de trabalhar! E ando a alimentar esta corja toda!
Estes tipos passam o dia a coçar os tomates (alguns até têm a unha do dedo mindinho mais desenvolvida, para facilitar a tarefa), mal sairam de casa para o trabalho e já estão a regressar, vêm queixar-se de trabalho a mais? Aahh, era corrê-los todos a pontapé! Tudo para o olho da rua!
Vejam bem, a queixar-se de trabalho! Passam a vida em "manifs", mas mesmo aí nunca os vi a pedir menos trabalho!! Só querem regalias e mais regalias, mais dinheiro, mais férias, venha a nós, emprego garantido... e trabalhar, nada!
Os meus funcionários também andam sempre de trombas, mas ao menos esses já sabem que se vierem reclamar vão para a rua!
"Melhores salários"... "condições de trabalho"... "pagamento de horas extra"... bah! Trabalhem, que é para isso que lhes pago!
Agora o raio dos funcionários públicos... e tentam levar o meu dinheirinho todo para sustentar esta gente... o que vale é que me tenho safo bem a esses cabrões do fisco... de mim não levam um chavo! E se eu não fosse esperto, ainda tinha de pagar as propinas da universidade do meu mais novo. Ensino gratuito, dizem eles...
E eu a sustentar esta corja toda...
Ah... o Salazar é que era...
"Grande fajuto", pensei eu. "Como é que este tipo, que é funcionário público, tem a lata de me dizer que anda cheio de trabalho?"
Só pode estar a gozar comigo, porque eu sim, farto-me de trabalhar! E ando a alimentar esta corja toda!
Estes tipos passam o dia a coçar os tomates (alguns até têm a unha do dedo mindinho mais desenvolvida, para facilitar a tarefa), mal sairam de casa para o trabalho e já estão a regressar, vêm queixar-se de trabalho a mais? Aahh, era corrê-los todos a pontapé! Tudo para o olho da rua!
Vejam bem, a queixar-se de trabalho! Passam a vida em "manifs", mas mesmo aí nunca os vi a pedir menos trabalho!! Só querem regalias e mais regalias, mais dinheiro, mais férias, venha a nós, emprego garantido... e trabalhar, nada!
Os meus funcionários também andam sempre de trombas, mas ao menos esses já sabem que se vierem reclamar vão para a rua!
"Melhores salários"... "condições de trabalho"... "pagamento de horas extra"... bah! Trabalhem, que é para isso que lhes pago!
Agora o raio dos funcionários públicos... e tentam levar o meu dinheirinho todo para sustentar esta gente... o que vale é que me tenho safo bem a esses cabrões do fisco... de mim não levam um chavo! E se eu não fosse esperto, ainda tinha de pagar as propinas da universidade do meu mais novo. Ensino gratuito, dizem eles...
E eu a sustentar esta corja toda...
Ah... o Salazar é que era...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O ZÉ MANEL
Muitas pessoas insistem em ver Durão Barroso apenas como um dos organizadores da célebre cimeira dos Açores. Acho essa visão extremamente redutora, principalmente se tivermos em conta que, na altura, não passou de um anfitrião improvisado por nenhum dos outros querer emprestar a casa, e que basicamente se limitou a servir os cafés.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
PORQUE NÃO SE CALAM?
A sociedade portuguesa assistiu recentemente, incrédula, a uma infeliz manobra palaciana visando exterminar os pequenos partidos.
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
DOUTOR FAJUTO
Se a tua vida corre mal sem explicassao, não sofra mais contacte hoje mesmo o dotor fajuto com mais de 30 anos de experiencia, dotado de Dom hereditário de vidência mediúnica diplomado pela faculdade de umbanda, é verdade, e ele lhe ajudará a resolver todos os seus problemas dificeis, ou seja, complicadíssimos como amor, Depreção, mal-olhado, injustissas, fidelidade entre Esposos, lavoura, Impotensia, assombramentos, tabaco, emagrecer, Alcolismo, negóssios, Invejas, Drogas, traz e afasta a pessoa amada em cinco dias, trata doenças do espirito, benzeduras para todas as Maleitas, Lê a sorte pelo bom talismã. E faz previsão do futuro. não desanime, Não Há Problema sem solussão, contacte já Hoje o doutor fajuto é cientista e Especialista em trabalhos ocultos pois não deixe agravar os seus problemas.
pagamento depois do resultado. rápido, eficás e garantido. não confundir com outros proficionais pouco serios.
Todos temos Direito a felicidade, não percas tempo, doutor FAJUTO atende à distancia, em portugal e nos estrangeiros, de segunda a domingo, das 0 às 24, em
www.monologosfajutos,blogspot.com
pagamento depois do resultado. rápido, eficás e garantido. não confundir com outros proficionais pouco serios.
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