Não há como morrer.
Quando o mercedão se espetou em excesso de velocidade num túnel de Paris, a Diana ascendeu imediatamente a santa. O Ayrton Senna passou a ser o melhor piloto da fórmula 1 assim que morreu num acidente e até o Féher se tornou num grande jogador quando faleceu em campo.
Os deputados do PCP Luís Sá, Lino de Carvalho e João Amaral, que comiam criancinhas ao pequeno-almoço, depois de mortos viraram grandes democratas que todos os colegas da assembleia admiravam sobremaneira.
Mas agora, pasme-se, até o Michael Jackson foi promovido a músico, depois de morrer. Há coisas que ultrapassam a minha capacidade de entendimento. Eu juro que li e ouvi pessoas respeitáveis em grandes encómios ao homem, e até a chamar-lhe músico, vá-se lá perceber… Que tinha tomado opções discutíveis na vida, mas que deixara uma marca indelével na música contemporânea. Será que foram as meias brancas?
Chamar músico ao Michael Jackson é como chamar actor ao neto do Manoel de Oliveira, ou comentador político ao Luís Delgado.
Por este andar, até o Nuno da Câmara Pereira pode ser considerado músico, quando bater a bota...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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