quarta-feira, 8 de abril de 2009

O MELHOR (VENDEDOR DE CAMISOLAS) DO MUNDO

Dizem que é o melhor do mundo. Eu duvidava… Como não vejo os jogos do Manchester United, só o via jogar pela selecção. Aí, as exibições dele são sempre tão ridículas que chegam a meter dó. Mas pensava que a razão era por serem apenas por Portugal.

Resolvi tirar teimas, e ver o jogo ente o Porto e o Manchester United. Estava confiante que os ingleses não me iam deixar ficar mal, e iam vingar as decisões dos tribunais portugueses. Afinal, saiu-me tudo furado. O Porto não foi goleado, empatou, e até poderia ter ganho, e o Ronaldo jogou ao seu nível da selecção, que é aquilo que na gíria futebolística se designa por ‘nível Balboa’. Provavelmente sabia que eu iria estar a ver, como acontece nos jogos de Portugal...

Percebi então o que é que se passava. O tipo é o melhor do mundo, mas é só quando eu não vejo os jogos. Como eu nunca assisto aos do campeonato inglês, e normalmente vejo os da selecção portuguesa, a justificação só pode ser essa... Assim, deixo aqui um repto aos responsáveis do Chelsea. Podemos chegar a um acordo vantajoso para ambos. Eu não me importo de me sacrificar e passar a ver todas as semanas os jogos do Manchester no campeonato inglês. Só precisam de me pagar a Sport TV, e uma pequena compensação financeira pelo meu tempo perdido. Sempre lhes deve sair mais barato do que estarem a trocar de treinador ao mesmo ritmo que o PSD muda de líder...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O PENALTY QUE NUNCA EXISTIU

Na última semana, Portugal parou. Durante uns dias, não houve crise, não houve desemprego, não houve Obama, nem sequer Freeport. Apenas houve um penalty mal assinalado a favor do Benfica.

E Lucílio Baptista entrou directamente para o topo da lista das pessoas mais odiadas no país, à frente da ministra da educação, do ‘pai biológico’ de Torres Novas e daquele senhor Oliveira da Galp.

Surpreendentemente, as críticas ao árbitro centraram-se mais no penalty mal assinalado do que no facto de o Paulinho Santos, perdão, o Derlei, não ter sido expulso pelo menos uma meia dúzia de vezes...

O alarido causado pela decisão de Lucílio Baptista apenas pode ser compreendido à luz da seguinte ideia: já não havia memória de um erro do árbitro ter beneficiado o Benfica. Ao que parece, quando tal sucedera pela última vez ainda Herman José tinha graça, e ainda Freitas do Amaral era de direita...

Aliás, a indignação e a surpresa dos responsáveis sportinguistas eram bem evidentes: com outro adversário, já estariam à espera, mas com o Benfica, nunca lhes tinha passado pela cabeça que não fossem beneficiados...

Contudo, uma das ideias mais extraordinárias que repetidamente se ouviram sobre o caso, mais na comunicação social do que no café, é a de que não houve penalty. Ora eu acho mesmo que houve, até porque fiquei com a ideia que dele até resultou um golo. Mas se insistem que não houve penalty, e que não tinha existido falta, qual é o motivo para tanta polémica?