segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MAGIC AND LOSS

São poucos, mesmo muito poucos, aqueles de quem se pode dizer que mudaram realmente o mundo, e que tornaram melhor a nossa vida. O Velho Lou era um deles…



Busload of Faith

You can’t depend on your family
You can’t depend on your friends
You can’t depend on a beginning
You can’t depend on an end

You can’t depend on intelligence
You can’t depend on a god
You can only depend on one thing
You need a Busload of Faith to get by


You can depend on the worst always happening
You can depend on a murderer’s drive
You can bet that if he rapes somebody
There’ll be no problem having a child

And you can bet that if she aborts it
Pro-Lifers will attack her with rage
You can depend on the worst always happening
You need a Busload of Faith to get by


You can’t depend on the goodly hearted
The goodly hearted made lampshades and soap
You can’t depend on the Sacrament,
No Father, no Holy Ghost

You can’t depend on any churches
Unless there’s a real estate you want to buy
You can’t depend on a lot of things
You need a Busload of Faith to get by


You can’t depend on no miracle
You can’t depend on the air
You can’t depend on a wise man
You can’t find them, because they’re not there

You can depend on cruelty
Crudity of thought and sound
You can depend on the worst always happening
You need a Busload of Faith to get by


Lou Reed, 1989


sábado, 27 de abril de 2013

A seca

Dizem que chove sempre na Feira do Livro. Adivinha-se uma seca este ano. Porque parece que este ano não há feira. Lá se vão, a troco de uns pouco mil de euros que dizem que a câmara não dá, não deu, que não vai dar, não vai haver. Não vai ser este ano que vou finalmente atacar o Roth, que vou aproveitar a hora H para comprar livros que namoro eternamente desde há 2 anos. Pilhas de Ypsilons cuidadosamente construídas desde Maio passado, para que não me esquecesse daquela cena muito gira acabada de sair em Setembro passado que talvez valesse a pena comprar na feira por estar 50 cêntimos mais barato que nas lojas.

Este ano não há cá dilemas morais do tipo devia ter comprado mais coisas para os miúdos (e menos para mim). Não vai ser preciso nova expedição familiar ao IKEA para comprar mais uma Billy. Não vão ficar por preencher livros de atividades escolares para fazer nas férias. Não vamos amuar todos uns com os outros por causa dos livros que compramos em dos que deixamos por comprar. Não vamos fazer excursões matinais de metro, a aproveitar que ainda não há há quase ninguém na feira, ainda com alguns stands fechados, para lá irmos calmamente, garantindo que as nossas discussões e birras vão ter uma assistência reduzida ao mínimo indispensável.

Não vou fugir logo depois do jantar com uma mentira mal cozinhada de compromissos inadiáveis,  para ir de metro a correr aproveitar a hora H. Nem cozinhar outra má mentira para explicar as pilhas de livros que ontem à noite não estavam em cima da mesa da sala.

Este ano não há feira. Vai ser uma seca.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE

Já vai em mais de 40.000 o número de signatários de uma petição para ‘dar uma segunda oportunidade’ ao cão arraçado de pitbull que há dias matou o sobrinho do dono, em Beja. E por mim, até reconheço algum mérito a esta proposta. Que tal dar-lhe a seguinte oportunidade: fechá-lo numa cozinha às escuras, durante uma noite, com o Passos, o Relvas, o Gaspar e o Portas? Não trazia o bebé de volta, mas talvez desse para ele se redimir...