quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
BANANAS
Bem, aquilo do Boavista já era, e cheguei à conclusão que na política as coisas também parecem guardadas, mas não é para mim. E se eu voltasse à música pimba?
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Joy to the world
Quando já estamos cansados do défice (toda a gente está cansada do défice - não seria deficit?), do fantasma do FMI, dos escândalos dos políticos, dos escândalos das empresas, dos escândalos das empresas a mais os políticos que parece que se juntam para grandes regabofes, do tempo de chuva, do tempo frio, das obras do metro (toda a gente está cansada das obras do metro - não seria milímetro?), da manipulação dos números da greve, do trânsito, dos piolhos (nem toda a gente está cansada dos piolhos - será só quem tem filhos), da música de natal em todo a lado e a toda a hora, das decorações de natal em todo o lado e a toda a hora, das compras de natal em todo o lado e a toda a hora, enfim, quando estamos todos fartos daquilo que já sabemos que é inevitável, sazonal, que não falha, pronto, uma verdadeira surpresa: não é que uma novela da TVI ganhou um EMMY?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
“AGORA, PRONTOS, JÁ NÃO ME APETECE…”
Se bem me lembro, o primeiro foi o Figo. No fim do Euro 2004 tinha a vida arrumada, estava-se bem no Real Madrid e era uma canseira ter que vir aturar o Scolari e os adeptos, de vez em quando. Vai daí, com o ar solene que as circunstâncias merecem, passa-se de um clássico chorrilho de banalidades (representar a ‘selecção de todos nós’ e vestir a camisola da ‘turma das quinas’ é o maior orgulho que um futebolista pode ter, e blá blá blá…) para outro clássico chorrilho de banalidades (o fim de um ciclo, dar o lugar aos mais novos, e blá blá blá…).
Passado um tempo, acabou-se o filão do Real, e foi preciso fazer pela vida. Assim, Figo reverteu a decisão e, qual salvador da pátria acedendo à vontade do povo, voltou a jogar pela selecção. Depois, já com contrato com o Inter até ao final da carreira, a cena repetiu-se no fim do Mundial de 2006.
Agora, após o Mundial de 2010, foi o Deco. As coisas com o Queiroz andavam difíceis, e um tipo a partir de uma certa idade já não está para grandes chatices. Depois foi o Simão Sabrosa. Mas agora, até o Paulo Ferreira e o Miguel se dão ao luxo de difundir à comunicação social que ‘renunciam’ à selecção. Quem é que se seguirá? O Pedro Roma, da Académica? Ou o Cajó, do Carcavelinhos?
A desfaçatez desta gente é inacreditável… Se têm um assim tão incomensurável orgulho em jogar por Portugal, porque é que não se dispõem a estar ao serviço da equipa enquanto o seleccionador achar que eles podem ser úteis? É preciso topete, como dizia o outro…
Esta demonstração de suprema arrogância leva-me a propor uma medida radical: que tal implementar uma espécie de declaração prévia que todos os jogadores profissionais de futebol teriam de assinar antes da primeira internacionalização, comprometendo-se a estar sempre disponíveis para jogar pela selecção (salvo lesões, que isso é outra cantiga…) até ao final da carreira, e não apenas quando precisam dela para procurar um clube? Quem não assinasse não poderia jogar por Portugal.
Outra questão que merece uma reflexão profunda são aquelas pequenas lesões que aparecem em momentos cirúrgicos, em que não dá jeito nenhum aos clubes que os jogadores andem a perder tempo, mas essas ficam para outra análise.
Passado um tempo, acabou-se o filão do Real, e foi preciso fazer pela vida. Assim, Figo reverteu a decisão e, qual salvador da pátria acedendo à vontade do povo, voltou a jogar pela selecção. Depois, já com contrato com o Inter até ao final da carreira, a cena repetiu-se no fim do Mundial de 2006.
Agora, após o Mundial de 2010, foi o Deco. As coisas com o Queiroz andavam difíceis, e um tipo a partir de uma certa idade já não está para grandes chatices. Depois foi o Simão Sabrosa. Mas agora, até o Paulo Ferreira e o Miguel se dão ao luxo de difundir à comunicação social que ‘renunciam’ à selecção. Quem é que se seguirá? O Pedro Roma, da Académica? Ou o Cajó, do Carcavelinhos?
A desfaçatez desta gente é inacreditável… Se têm um assim tão incomensurável orgulho em jogar por Portugal, porque é que não se dispõem a estar ao serviço da equipa enquanto o seleccionador achar que eles podem ser úteis? É preciso topete, como dizia o outro…
Esta demonstração de suprema arrogância leva-me a propor uma medida radical: que tal implementar uma espécie de declaração prévia que todos os jogadores profissionais de futebol teriam de assinar antes da primeira internacionalização, comprometendo-se a estar sempre disponíveis para jogar pela selecção (salvo lesões, que isso é outra cantiga…) até ao final da carreira, e não apenas quando precisam dela para procurar um clube? Quem não assinasse não poderia jogar por Portugal.
Outra questão que merece uma reflexão profunda são aquelas pequenas lesões que aparecem em momentos cirúrgicos, em que não dá jeito nenhum aos clubes que os jogadores andem a perder tempo, mas essas ficam para outra análise.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
QUANDO EU FOR GRANDE QUERO SER…
... alto quadro da REN. Parece que se for constituído arguido por fortes suspeitas de lesar gravemente a empresa, continuo a receber o salário, mas sou suspenso do ‘trabalho’. Ele há punições medonhas...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Brejeirice
O Pavilhão Multiusos aqui do subúrbio anuncia o OrniShow. Suponho que é uma variante do ErosPorto, e esse seria o HornyShow.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tradução criativa
é traduzir "it's a pretty basic story" por "é uma história linda e simples". Ouvido na rádio pública ontem.
É uma tradução pretty basic...
É uma tradução pretty basic...
O raio das coincidências
Desconfio que vou ter direito a aquecimento central post mortem só à conta deste post, mas há riscos que vale a pena correr, mesmo que sob ameaça do fogo dos infernos.
Então não é que a santa igreja católica vem reclamar a intervenção da virgem no resgate dos mineiros do Chile? Que de certeza não aconteceu a 13 de Outubro por coincidência, que a fé ignora coincidências (a par de muitas outras coisas, assim de repente ocorre-me a SIDA e um senhor chamado Darwin).
Ocorre-me perguntar de quem foi a ideia, ou intervenção, de soterrar os mineiros durante 69 (sessenta e nove, curioso número, já disse o nosso ex-número-dois-da-nação, homem de fé, como se sabe) dias. Ai, essa virgem é muito marota...
Então não é que a santa igreja católica vem reclamar a intervenção da virgem no resgate dos mineiros do Chile? Que de certeza não aconteceu a 13 de Outubro por coincidência, que a fé ignora coincidências (a par de muitas outras coisas, assim de repente ocorre-me a SIDA e um senhor chamado Darwin).
Ocorre-me perguntar de quem foi a ideia, ou intervenção, de soterrar os mineiros durante 69 (sessenta e nove, curioso número, já disse o nosso ex-número-dois-da-nação, homem de fé, como se sabe) dias. Ai, essa virgem é muito marota...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A bem da manutenção da vitalidade deste blog
Sugeria a quem nos presenteou com tão propositada posta que prestasse alguma atenção aos cartazes a anunciar os filmes que ameaçam (é uma boa palavra para o caso) estreia breve.
É que se um Sex & the City 2 chateia muita gente o que dizer de um come-back do Karate Kid?
É que se um Sex & the City 2 chateia muita gente o que dizer de um come-back do Karate Kid?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
POSE DE ESTADISTA
Há alguns meses, a Madeira sofreu cheias e enxurradas brutais, as maiores de que há memória. Recentemente, ardeu 95% do parque ecológico do Funchal, e agora, em Porto Santo, uma palmeira (que parece que estava inclinada há anos) caiu em cima das pessoas que assistiam a um comício.
Alberto João Jardim já tirou as suas conclusões. Diz que os madeirenses este ano precisam de ir à bruxa. Parece que, quanto a responsabilidades (políticas), estamos conversados.
Alberto João Jardim já tirou as suas conclusões. Diz que os madeirenses este ano precisam de ir à bruxa. Parece que, quanto a responsabilidades (políticas), estamos conversados.
domingo, 15 de agosto de 2010
A ALMIRANTE REIS NO SEU MELHOR
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Finalmente
pude conhecer o "o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra".
No passado domingo senti pela primeira vez um sismo! For the record, grau 5 na escala de Mercalli.
No passado domingo senti pela primeira vez um sismo! For the record, grau 5 na escala de Mercalli.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
CELEBREMOS!
que parece que afinal já não há cá Air Bull Air Race em Portugal.
Honestamente não sei se lhe vamos sentir a falta (eu não vou de certeza): parece que de qualquer forma anda toda a gente a olhar para as nuvens para não ver o que se vai passando em terra firme.
Honestamente não sei se lhe vamos sentir a falta (eu não vou de certeza): parece que de qualquer forma anda toda a gente a olhar para as nuvens para não ver o que se vai passando em terra firme.
terça-feira, 29 de junho de 2010
REMATE
dos dois posts anteriores: se era para provar que Espanha nos anda a ganhar aos pontos nem valia a pena terem jogado!
Eu não escrevo só posts sobre Espanha...
...mas aproveito que ainda não se sabe o resultado do jogo para publicar uma foto de arquivo. Aqui vai ela
Pois, isto é mesmo um evento que decorreu em território nacional. Pabellón Multiusos, Gondomar, é aquele que custou 20 milhões de euros ou lá o que foi. Normalmente alberga a Eros Porto, que aquele certame que dá direito a peças telejornalísticas onde ficamos a saber que o Valentim Loureiro gosta de meninas, coisa de que até aí nem suspeitavamos.
Bem, os senhores até devem ser muito simpáticos porque, ao que percebo, oferecem o café. Mas seria ser muito exigente pedir (exigir?) que escrevessem a publicidade em, sei lá, PORTUGUÊS?
Mas por que carga de água é que um evento que decorre em Portugal é publicitado em Portugal numa língua estrangeira.
Está certo, eu percebi a ideia, percebi o que ia acontecer, onde e quando e que o café era oferta da casa. Mas não percebi como é possível que aqui o subúrbio tenha sido inundado por estes cartazes. E agora, de quem é a culpa? Não sei, mas fui ver. Ali no canto inferior esquerdo diz "Organiza: Mostranos". No direito diz "Colabora: Camara Municipal de Gondomar".
Com a colaboração do Google lá descobri que a dita Mostranos é uma empresa de organización de eventos feriales, e que troca com a Câmara correspondência deste género:
" Mostranos "aplaza" la celebración de la feria "Stock Outlet" prevista para los días 27 y 28 de febrero, con el objetivo de propiciar mejores perspectivas comerciales."
Sim, assim mesmo, em espanhol.
Pronto, tá visto, ELES é que NÃO PERCEBERAM que tinham mudado de país. Vai a ver e a culpa é da abolição das fronteiras. Entretanto parece que vamos perder o jogo (ou já perdemos há muito e andamos distraídos).
Pois, isto é mesmo um evento que decorreu em território nacional. Pabellón Multiusos, Gondomar, é aquele que custou 20 milhões de euros ou lá o que foi. Normalmente alberga a Eros Porto, que aquele certame que dá direito a peças telejornalísticas onde ficamos a saber que o Valentim Loureiro gosta de meninas, coisa de que até aí nem suspeitavamos.
Bem, os senhores até devem ser muito simpáticos porque, ao que percebo, oferecem o café. Mas seria ser muito exigente pedir (exigir?) que escrevessem a publicidade em, sei lá, PORTUGUÊS?
Mas por que carga de água é que um evento que decorre em Portugal é publicitado em Portugal numa língua estrangeira.
Está certo, eu percebi a ideia, percebi o que ia acontecer, onde e quando e que o café era oferta da casa. Mas não percebi como é possível que aqui o subúrbio tenha sido inundado por estes cartazes. E agora, de quem é a culpa? Não sei, mas fui ver. Ali no canto inferior esquerdo diz "Organiza: Mostranos". No direito diz "Colabora: Camara Municipal de Gondomar".
Com a colaboração do Google lá descobri que a dita Mostranos é uma empresa de organización de eventos feriales, e que troca com a Câmara correspondência deste género:
" Mostranos "aplaza" la celebración de la feria "Stock Outlet" prevista para los días 27 y 28 de febrero, con el objetivo de propiciar mejores perspectivas comerciales."
Sim, assim mesmo, em espanhol.
Pronto, tá visto, ELES é que NÃO PERCEBERAM que tinham mudado de país. Vai a ver e a culpa é da abolição das fronteiras. Entretanto parece que vamos perder o jogo (ou já perdemos há muito e andamos distraídos).
Post de quem optou por ignorar a transmissão televisiva que custou milhões ao erário público...
...e que às tantas dá por si a perguntar, enfim, mas se era para jogar contra a Espanha era preciso ir até África do Sul?
terça-feira, 22 de junho de 2010
A CAMINHO DE SÃO BENTO – parte 2
Eu sei que é um tema que já foi abordado por aqui, mas como se trata de um assunto da mais elementar justiça, é imperioso a ele voltarmos.
Rui Rio anda de veia inflamada. Há dias foi à RTP queixar-se que só ali, no Porto e arredores, é que iriam ser introduzidas portagens nas SCUT. Dizia ele, e com razão, que em todo o resto do país não se vai pagar para andar nas SCUT. E já alertou, magnânimo, que as pessoas do Porto estão à beira da revolta. Parece que é um barril de pólvora pronto a rebentar, e o Governo está a acender o rastilho.
Pela minha parte, compreendo-os. É que já são inúmeros os casos em que apenas as pessoas no Norte são obrigadas a pagar. Para ir à Casa da Musica, por exemplo, Porque é que no resto do país não tem que se pagar para entrar na Casa da Música? E Serralves? Porque é que no Alentejo não se paga para entrar em Serralves?
Não admira que o pessoal do Norte ande abespinhado. Qualquer dia, ainda se lembram de lhes cobrar para poderem atravessar as pontes.
Rui Rio anda de veia inflamada. Há dias foi à RTP queixar-se que só ali, no Porto e arredores, é que iriam ser introduzidas portagens nas SCUT. Dizia ele, e com razão, que em todo o resto do país não se vai pagar para andar nas SCUT. E já alertou, magnânimo, que as pessoas do Porto estão à beira da revolta. Parece que é um barril de pólvora pronto a rebentar, e o Governo está a acender o rastilho.
Pela minha parte, compreendo-os. É que já são inúmeros os casos em que apenas as pessoas no Norte são obrigadas a pagar. Para ir à Casa da Musica, por exemplo, Porque é que no resto do país não tem que se pagar para entrar na Casa da Música? E Serralves? Porque é que no Alentejo não se paga para entrar em Serralves?
Não admira que o pessoal do Norte ande abespinhado. Qualquer dia, ainda se lembram de lhes cobrar para poderem atravessar as pontes.
domingo, 6 de junho de 2010
A CAMINHO DE SÃO BENTO
António Costa já anunciara há meses, com as devidas pompa e circunstância, uma campanha sem precedentes. Iam ser, se a memória não me atraiçoa, 8 milhões de euros para acabar com os buracos nas ruas de Lisboa, e não ia ser só para remendar, como até então, era mesmo para repavimentar quase todas as ruas da cidade.
À época, pareceu-me que 8 milhões de euros dariam para pouco, mas não quis parecer céptico, porque afinal não sou engenheiro, nem sequer técnico.
Mas realmente, na altura, a única diferença que notei foi um tapete novo em parte da Avenida de Brasília, talvez uns 20 metros, mais ou menos ao pé do café daquele tipo que bateu no Carrilho, perto do sítio onde o Santana tinha legalizado o estacionamento em cima do passeio porque sim. Mas é certo que eu não ando por todas as ruas de Lisboa, e provavelmente esses grandes melhoramentos tinham sido, logo por azar, nessas por onde eu não passo.
Agora, porém, teve mais uma ideia genial. Há uns anos, o pedestal do Cristo Rei publicitou um gelado de frutos exóticos e uma revista de coscuvilhices. O Padrão dos Descobrimentos também já serviu de expositor para uma campanha de uma petrolífera, e a Ponte 25 de Abril para anunciar um festival de música (pronto, não é bem um festival de música, é uma mistura de feira popular com o programa do Goucha, mas enfim…).
E se os símbolos de Lisboa servem para alguém ganhar algum, porque não aproveitar para fazer o mesmo com outro dos ex-líbris da cidade? Assim, em vez de arranjar os buracos nos pavimentos, a Câmara resolveu antes encontrar um patrocinador para cada um. A ideia é de fácil execução: mantêm-se os buracos como estão, mas pinta-se o logótipo do patrocinador no asfalto, ao lado da cratera. Para já, começou por uma empresa de fitas adesivas e afins, mas confesso-me curioso para ver quem se seguirá. Que tal uns vendedores de pneus ou de amortecedores?
Suponho que, no futuro, o conceito se possa também alargar a outra das inconfundíveis características da capital. Cada automobilista poderá, como faz todos os dias, estacionar o seu carro em cima do passeio, mas passará a aproveitar para anunciar qual é o detergente ou a marca de peúgas que patrocina o seu estacionamento ilegal.
À época, pareceu-me que 8 milhões de euros dariam para pouco, mas não quis parecer céptico, porque afinal não sou engenheiro, nem sequer técnico.
Mas realmente, na altura, a única diferença que notei foi um tapete novo em parte da Avenida de Brasília, talvez uns 20 metros, mais ou menos ao pé do café daquele tipo que bateu no Carrilho, perto do sítio onde o Santana tinha legalizado o estacionamento em cima do passeio porque sim. Mas é certo que eu não ando por todas as ruas de Lisboa, e provavelmente esses grandes melhoramentos tinham sido, logo por azar, nessas por onde eu não passo.
Agora, porém, teve mais uma ideia genial. Há uns anos, o pedestal do Cristo Rei publicitou um gelado de frutos exóticos e uma revista de coscuvilhices. O Padrão dos Descobrimentos também já serviu de expositor para uma campanha de uma petrolífera, e a Ponte 25 de Abril para anunciar um festival de música (pronto, não é bem um festival de música, é uma mistura de feira popular com o programa do Goucha, mas enfim…).
E se os símbolos de Lisboa servem para alguém ganhar algum, porque não aproveitar para fazer o mesmo com outro dos ex-líbris da cidade? Assim, em vez de arranjar os buracos nos pavimentos, a Câmara resolveu antes encontrar um patrocinador para cada um. A ideia é de fácil execução: mantêm-se os buracos como estão, mas pinta-se o logótipo do patrocinador no asfalto, ao lado da cratera. Para já, começou por uma empresa de fitas adesivas e afins, mas confesso-me curioso para ver quem se seguirá. Que tal uns vendedores de pneus ou de amortecedores?
Suponho que, no futuro, o conceito se possa também alargar a outra das inconfundíveis características da capital. Cada automobilista poderá, como faz todos os dias, estacionar o seu carro em cima do passeio, mas passará a aproveitar para anunciar qual é o detergente ou a marca de peúgas que patrocina o seu estacionamento ilegal.
sábado, 5 de junho de 2010
É incrível, mas é verdade
Pelos vistos há pessoas que não frequentam este blog (uma minoria de certeza, mas há) e que hoje se deslocam em autocarro, com partida ás 6 da manhã em direcção a Lisboa, para verem o Tony Carreira, jogarem à bola no Parque e, enfim, fazerem um piquenique. Levam as crianças, se calhar não perceberam bem onde é que é o piquenique.
Serralves? Ah, já lá fui, não gostei nada daquilo.
Enfim, é a massa trabalhadora, que se levanta todos os dias ás 5 e meia para trabalhar e que aproveita um sábado para dormir mais... meia hora!
E vais a Lisboa? Que remédio, lá é que acontece tudo, até a única coisa que havia cá eles levaram, gostava tanto de ver os aviões e agora olha...
Serralves? Ah, já lá fui, não gostei nada daquilo.
Enfim, é a massa trabalhadora, que se levanta todos os dias ás 5 e meia para trabalhar e que aproveita um sábado para dormir mais... meia hora!
E vais a Lisboa? Que remédio, lá é que acontece tudo, até a única coisa que havia cá eles levaram, gostava tanto de ver os aviões e agora olha...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
PONG
Não bastava já a crise, não bastava o aumento de impostos, não bastava a comunicação social só falar do Mourinho e das férias do Cristiano Ronaldo na Covilhã, não bastava a prestação miserável (que já todos sabemos que vai ser a) da selecção no Mundial, não bastava termos aterrado de pára-quedas num novo governo do Santana Lopes sem sabermos como, não bastava a tricentésima vigésima quarta versão do Robin Hood com o Russel Crowe, não bastavam reality shows de dança a toda a hora na televisão, e programas de revistas cor-de-rosa com música pimba cujos cameramen sofrem de epilepsia, não bastava o Porto já ter tomado outra vez conta da presidência da Liga, não bastavam os buracos nas estradas e o rock in rio e concertos com os black eyed peas e os buraka som sistema no estádio nacional, não bastavam os carros em cima dos passeios e os dejectos caninos, não bastavam os pombos e os artigos do César das Neves, não bastavam os terramotos e vulcões por esse mundo fora, e os derramamentos de crude, não bastava o fim do kakuro nas páginas do Público e o ano fraco em morangos, agora ainda temos que apanhar com um novo filme de ’o sexo e a cidade’? Que medonhos pecados estaremos a expiar com tamanha penitência?
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O dia em que o Porto bate Lisboa aos pontos
Não percam. É que é já no próximo sábado, dia 5 de Junho. Lisboa grama com o megapiquenique Modelo-Tony-Carreira-Selecção-Nacional e o Porto tem o Serralves em Festa.
É um dia único, porque nos outros todos, mas mesmo todos, o Porto fica a perder.
Claro que Lisboa fez um favor enorme em aliviar o Porto da Red Bull Air Race (obrigadinhos). Claro que em Lisboa há-de haver, no dia 5, uma quantidade de coisas muitíssimo interessantes e imperdíveis. Claro que o Rui Rio continua por cá. Mas parece-me que o saldo (saldo=coisas boas-coisas chungas), neste único dia, é claramente a favor do Porto. E nunca mais me apanham a escrever um post destes... porque isto nunca mais vai acontecer (pelo menos até pró ano).
É um dia único, porque nos outros todos, mas mesmo todos, o Porto fica a perder.
Claro que Lisboa fez um favor enorme em aliviar o Porto da Red Bull Air Race (obrigadinhos). Claro que em Lisboa há-de haver, no dia 5, uma quantidade de coisas muitíssimo interessantes e imperdíveis. Claro que o Rui Rio continua por cá. Mas parece-me que o saldo (saldo=coisas boas-coisas chungas), neste único dia, é claramente a favor do Porto. E nunca mais me apanham a escrever um post destes... porque isto nunca mais vai acontecer (pelo menos até pró ano).
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Aqui estou eu. Na blogosfera. Não é bem uma estreia, volta e meia arrisco uns comentários num ou noutro blog. Ainda me lembro do primeiro, era sobre o hábito pioneiro de usar os coletes reflectores, na altura eram novidade, nas costas dos bancos da frente. Assunto relevante, de debate urgente, como se sabe.
Mesmo assim paira aqui uma dúvida: como é que se começa a escrever num blogue? Isto é, depois de passada a fase de "já que tens um blogue deixas-me lá escrever?", o que até foi rápido. Não. A dúvida é mesmo com: afinal o que hei-de eu escrever, pelo menos assim, à primeira, que é sempre a mais importante, pelo menos é nisso que vamos sendo levados a acreditar.
Bom, podia começar por me apresentar, fulano/fulana de tal, já com tantas ou tão poucas primaveras, gosto de culinária e ver videos no youtube com gatinhos. Fácil. Mas não me seduz.
Ou então listar as influências de outros blogues na minha arrojada decisão de começar a postar. Mas, "in the unlikely event" (como dizem nos aviões quando se referem aos acidentes/despressurizações/e etc) de alguém vir cá ler, ia logo topar que na realidade eu copio os outros mais do que me inspiro. E isso nem sequer é original.
Podia começar por falar de música, mas depois deixava de ter assunto para escrever no Facebook, e ia ter que escrever coisas inspiradíssimas do tipo "ninguem acredita o quanto me kustou sair da kama oje de manha".
Ou de livros, mas isso é arriscado, a probabilidade de argolada é grande.
Parece que vai ficar mesmo assim. Pode ser que afinal o segundo post venha a revelar-se muito mais importante que o primeiro. Por agora, aqui estou eu.
Mesmo assim paira aqui uma dúvida: como é que se começa a escrever num blogue? Isto é, depois de passada a fase de "já que tens um blogue deixas-me lá escrever?", o que até foi rápido. Não. A dúvida é mesmo com: afinal o que hei-de eu escrever, pelo menos assim, à primeira, que é sempre a mais importante, pelo menos é nisso que vamos sendo levados a acreditar.
Bom, podia começar por me apresentar, fulano/fulana de tal, já com tantas ou tão poucas primaveras, gosto de culinária e ver videos no youtube com gatinhos. Fácil. Mas não me seduz.
Ou então listar as influências de outros blogues na minha arrojada decisão de começar a postar. Mas, "in the unlikely event" (como dizem nos aviões quando se referem aos acidentes/despressurizações/e etc) de alguém vir cá ler, ia logo topar que na realidade eu copio os outros mais do que me inspiro. E isso nem sequer é original.
Podia começar por falar de música, mas depois deixava de ter assunto para escrever no Facebook, e ia ter que escrever coisas inspiradíssimas do tipo "ninguem acredita o quanto me kustou sair da kama oje de manha".
Ou de livros, mas isso é arriscado, a probabilidade de argolada é grande.
Parece que vai ficar mesmo assim. Pode ser que afinal o segundo post venha a revelar-se muito mais importante que o primeiro. Por agora, aqui estou eu.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
REGIONALIZAÇÃO
Voltámos recentemente a assistir a mais um grande ataque ao povo trabalhador do Norte, e do Porto em particular, com a introdução de portagens nas SCUT's do Grande Porto. Porque é que o Governo não opta antes por introduzir portagens nas auto-estradas de Lisboa, como a A1, a A2, a A5 ou a CREL? Porque é que têm que ser sempre os mesmos a pagar a crise?
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