Hoje, terça-feira, dia 26 de Fevereiro, às 22:30, em Nova Iorque, o euro atingiu o valor de 1,5 dólares.
Parece que há receios e medos e outras coisas.
Eu confesso que fiquei atordoado com a notícia.
Sentei-me e pensei: queres ver que, agora que os EUA vão ter um presidente afro-americano, ou na pior das hipóteses, uma mulher, aquilo acaba antes de um deles tomar posse.
Isso não se faz!
Ainda vão acusar a UE de racismo ou de machismo.
Deixem lá o homem brincar um bocadinho aos senhores do Mundo.
Deixem governar o Obama!
Nem que sejam só 10 minutos.
Ao Mantorras chegavam para marcar!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A lógica da batata
O meu amigo Nabo disse-me noutro dia que anda cheio de trabalho e não tem tempo para nada.
"Grande fajuto", pensei eu. "Como é que este tipo, que é funcionário público, tem a lata de me dizer que anda cheio de trabalho?"
Só pode estar a gozar comigo, porque eu sim, farto-me de trabalhar! E ando a alimentar esta corja toda!
Estes tipos passam o dia a coçar os tomates (alguns até têm a unha do dedo mindinho mais desenvolvida, para facilitar a tarefa), mal sairam de casa para o trabalho e já estão a regressar, vêm queixar-se de trabalho a mais? Aahh, era corrê-los todos a pontapé! Tudo para o olho da rua!
Vejam bem, a queixar-se de trabalho! Passam a vida em "manifs", mas mesmo aí nunca os vi a pedir menos trabalho!! Só querem regalias e mais regalias, mais dinheiro, mais férias, venha a nós, emprego garantido... e trabalhar, nada!
Os meus funcionários também andam sempre de trombas, mas ao menos esses já sabem que se vierem reclamar vão para a rua!
"Melhores salários"... "condições de trabalho"... "pagamento de horas extra"... bah! Trabalhem, que é para isso que lhes pago!
Agora o raio dos funcionários públicos... e tentam levar o meu dinheirinho todo para sustentar esta gente... o que vale é que me tenho safo bem a esses cabrões do fisco... de mim não levam um chavo! E se eu não fosse esperto, ainda tinha de pagar as propinas da universidade do meu mais novo. Ensino gratuito, dizem eles...
E eu a sustentar esta corja toda...
Ah... o Salazar é que era...
"Grande fajuto", pensei eu. "Como é que este tipo, que é funcionário público, tem a lata de me dizer que anda cheio de trabalho?"
Só pode estar a gozar comigo, porque eu sim, farto-me de trabalhar! E ando a alimentar esta corja toda!
Estes tipos passam o dia a coçar os tomates (alguns até têm a unha do dedo mindinho mais desenvolvida, para facilitar a tarefa), mal sairam de casa para o trabalho e já estão a regressar, vêm queixar-se de trabalho a mais? Aahh, era corrê-los todos a pontapé! Tudo para o olho da rua!
Vejam bem, a queixar-se de trabalho! Passam a vida em "manifs", mas mesmo aí nunca os vi a pedir menos trabalho!! Só querem regalias e mais regalias, mais dinheiro, mais férias, venha a nós, emprego garantido... e trabalhar, nada!
Os meus funcionários também andam sempre de trombas, mas ao menos esses já sabem que se vierem reclamar vão para a rua!
"Melhores salários"... "condições de trabalho"... "pagamento de horas extra"... bah! Trabalhem, que é para isso que lhes pago!
Agora o raio dos funcionários públicos... e tentam levar o meu dinheirinho todo para sustentar esta gente... o que vale é que me tenho safo bem a esses cabrões do fisco... de mim não levam um chavo! E se eu não fosse esperto, ainda tinha de pagar as propinas da universidade do meu mais novo. Ensino gratuito, dizem eles...
E eu a sustentar esta corja toda...
Ah... o Salazar é que era...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O ZÉ MANEL
Muitas pessoas insistem em ver Durão Barroso apenas como um dos organizadores da célebre cimeira dos Açores. Acho essa visão extremamente redutora, principalmente se tivermos em conta que, na altura, não passou de um anfitrião improvisado por nenhum dos outros querer emprestar a casa, e que basicamente se limitou a servir os cafés.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
PORQUE NÃO SE CALAM?
A sociedade portuguesa assistiu recentemente, incrédula, a uma infeliz manobra palaciana visando exterminar os pequenos partidos.
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
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