Muitas pessoas insistem em ver Durão Barroso apenas como um dos organizadores da célebre cimeira dos Açores. Acho essa visão extremamente redutora, principalmente se tivermos em conta que, na altura, não passou de um anfitrião improvisado por nenhum dos outros querer emprestar a casa, e que basicamente se limitou a servir os cafés.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
Alguns vêem-no como o José Barroso que foi escolhido para liderar a Comissão Europeia durante uns anos, por dar garantias de não chatear muito, tal era o deslumbramento.
Outros, mais atreitos à pilhéria, quando pensam nele lembram-se do cherne e daquela palhaçada ridícula da campanha eleitoral. E há ainda aqueles que se recordam apenas de ele ter dado à sola e deixado o cargo para o menino guerreiro, fazendo as delícias dos humoristas portugueses.
Confesso que, pessoalmente, o associo a algo muito mais relevante que tudo isto. Para mim, Durão Barroso será sempre o homem que, desafiando as mais elementares regras do bom senso, levou para o governo português Paulo Portas e a sua pandilha.
Quando me lembro de Durão, a primeira imagem que me persegue é invariavelmente a de Paulo Portas num fato às riscas a sair de um jaguar, no forte de São Julião da Barra. Portas era, desde sempre, uma daquelas figuras que nos habituámos a saber que nunca alguém com juízo poderia levar para o governo. Até Durão.
Como tal, e porque não me parece correcto que ele assobie para o ar e sacuda as suas responsabilidades, Barroso é, em última análise, o responsável por tudo o que essa gente lá andou a fazer: o caso ‘portucale’, os submarinos, as 300 assinaturas por noite, o abate de sobreiros, as 70.000 fotocópias, a reversão do pavilhão do casino, etc..
A culpa, de tudo isto e do mais que ainda não se descobriu, não pode morrer solteira e nada se teria passado se o Durão não tivesse resolvido ser uma espécie de relações públicas do governo de Paulo Portas.
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