segunda-feira, 2 de março de 2009

A PARTIR DE AGORA, NADA SERÁ COMO ANTES

Começou a TVI-24. Finalmente. Estávamos ávidos de caras novas, de sangue novo.

O primeiro sinal de modernidade e inovação foi dado ainda uns dias antes da estreia. O canal 7 da TV Cabo foi ocupado por umas imagens de trânsito num semáforo junto à Gare do Oriente, aceleradas e em loop. E à frente, sobreposto, um outdoor com um daqueles relógios/calendários que contam os dias, as horas, os minutos e os segundos que faltam para um grande evento.

Verdadeiramente simbólico, metáfora da modernidade e do investimento: o outdoor traduz a modernidade, porque apesar de já não serem novos por alturas da Expo98, estes relógios digitais projectam sempre uma imagem futurista (e vistos assim à distância, num ecrã, nem sequer notamos a ferrugem). A Gare do Oriente representa o investimento, não é à toa que lhe chamam o mais caro apeadeiro do mundo.

E esta imagem nada monótona permaneceu até ao último minuto antes do início da emissão, o que simboliza a coerência, mas também a capacidade de surpreender as expectativas do público. Se querem previsibilidade, vejam outros canais, não a TVI.

E se já havia aqui bons indícios, o melhor ainda estava para vir. Moniz já tinha prometido uma televisão para combater os poderes instalados, e uma forma inovadora de fazer informação. E a comprová-lo, no início da emissão, duas caras que afiançam a modernidade: Henrique Garcia e o próprio José Eduardo Moniz. Se já há 25 anos simbolizavam a modernidade na RTP, porque é que agora não haveriam de continuar a representá-la na TVI?

Mas o sumo do novo canal não fica por aqui. Há, na apresentação, a garantia de mais caras novas, como António Perez Metello e Constança Cunha e Sá. E se tivermos mesmo sorte, ainda aparece a sempre jovem Manuela Moura Guedes.

Na opinião política, garante-se uma verdadeira lufada de ar fresco: Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Marques Mendes e Carlos Carvalhas. Nos comentários, três jovens lobos: Vasco Pulido Valente, Rui Ramos e Vital Moreira. E no debate político, mais sangue novo: Augusto Santos Silva e Nuno Morais Sarmento. Para debater economia e finanças, dois jovens valores em ascensão: Pina Moura e Braga de Macedo.

Finalmente, uma ideia peregrina: sentar num estúdio três adeptos, um do Porto, um do Benfica e outro do Sporting, e pô-los a discutir sobre futebol como se estivessem numa tasca. Como é que nunca ninguém tinha pensado nisto? Principalmente tratando-se de pessoas isentas e nunca vistas na TV como Pôncio Monteiro, Fernando Seara e Eduardo Barroso.

O que urge perguntar é: como é que foi possível vivermos antes de tudo isto aparecer? Como é que era possível pensarmos sequer, sem toda esta gente na televisão para nos ensinar?

Perante tanta inovação, a concorrência que se cuide. Mais dia, menos dia, a Internet ainda fecha por falta de procura...

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