Na última semana, Portugal parou. Durante uns dias, não houve crise, não houve desemprego, não houve Obama, nem sequer Freeport. Apenas houve um penalty mal assinalado a favor do Benfica.
E Lucílio Baptista entrou directamente para o topo da lista das pessoas mais odiadas no país, à frente da ministra da educação, do ‘pai biológico’ de Torres Novas e daquele senhor Oliveira da Galp.
Surpreendentemente, as críticas ao árbitro centraram-se mais no penalty mal assinalado do que no facto de o Paulinho Santos, perdão, o Derlei, não ter sido expulso pelo menos uma meia dúzia de vezes...
O alarido causado pela decisão de Lucílio Baptista apenas pode ser compreendido à luz da seguinte ideia: já não havia memória de um erro do árbitro ter beneficiado o Benfica. Ao que parece, quando tal sucedera pela última vez ainda Herman José tinha graça, e ainda Freitas do Amaral era de direita...
Aliás, a indignação e a surpresa dos responsáveis sportinguistas eram bem evidentes: com outro adversário, já estariam à espera, mas com o Benfica, nunca lhes tinha passado pela cabeça que não fossem beneficiados...
Contudo, uma das ideias mais extraordinárias que repetidamente se ouviram sobre o caso, mais na comunicação social do que no café, é a de que não houve penalty. Ora eu acho mesmo que houve, até porque fiquei com a ideia que dele até resultou um golo. Mas se insistem que não houve penalty, e que não tinha existido falta, qual é o motivo para tanta polémica?
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2 comentários:
Acho que não foi por acaso teres escrito este post no "1º de Abril", o dia das mentiras e em que todos os disparates são perdoados...
porquê?
achas que o herman josé ainda tem graça?
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