Ao terceiro dia mantem-se acesa a disucssão sobre de quem é afinal a culpa de ter havido enchente no Pingo Doce no 1º de Maio. Parece haver bastante unanimidade neste ponto: a culpa não é do povo, só aproveitou porque precisava, as pessoas não são irracionais. O mesmo praticamente se aplica aos colaboradores (adoro isto), ganharam o triplo, acho que a coisa chegou mesmo a rasar os 30 (trinta) euros.
Culpas à parte, a mim o que até agora mais me ocupava o espírito era como tinham as pessoas aguentado horas e horas à espera. À espera para entrar, à espera para conseguir circular, à espera para pagar. Bem sei que desde as filas em intermináveis SSSS introduzidas aquando da Expo 98( (lembram-se?) a capacidade média do português médio aguentar uma seca aumentou, e certamente haverá dados estatísticos que o comprovem. Mas não conhecendo ninguém que tivesse ido ao Pingo Doce no feriado continuava com dúvida a moer.
Tudo se resolveu na escola. Ou melhor, à porta da. Alguém disse "Eu fui e quero lá saber". Mas eu queria saber. Aguentei a curiosidade o mais que pude, e fui recompensada, porque o assunto da conversa não durou muito (já no facebook mantém-se há 3 dias) e em breve se mudou para as comunhões que estão aí à porta. "Grande seca no confesso, não foi? Estivemos mais de 3 horas à espera". Fez-se luz: estas coisas exigem preparação, e nada como uma boa dose de religião para nos deixar física e mentalmente preparados para sermos explorados.
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