Dizem que chove sempre na Feira do Livro. Adivinha-se uma seca este ano. Porque parece que este ano não há feira. Lá se vão, a troco de uns pouco mil de euros que dizem que a câmara não dá, não deu, que não vai dar, não vai haver. Não vai ser este ano que vou finalmente atacar o Roth, que vou aproveitar a hora H para comprar livros que namoro eternamente desde há 2 anos. Pilhas de Ypsilons cuidadosamente construídas desde Maio passado, para que não me esquecesse daquela cena muito gira acabada de sair em Setembro passado que talvez valesse a pena comprar na feira por estar 50 cêntimos mais barato que nas lojas.
Este ano não há cá dilemas morais do tipo devia ter comprado mais coisas para os miúdos (e menos para mim). Não vai ser preciso nova expedição familiar ao IKEA para comprar mais uma Billy. Não vão ficar por preencher livros de atividades escolares para fazer nas férias. Não vamos amuar todos uns com os outros por causa dos livros que compramos em dos que deixamos por comprar. Não vamos fazer excursões matinais de metro, a aproveitar que ainda não há há quase ninguém na feira, ainda com alguns stands fechados, para lá irmos calmamente, garantindo que as nossas discussões e birras vão ter uma assistência reduzida ao mínimo indispensável.
Não vou fugir logo depois do jantar com uma mentira mal cozinhada de compromissos inadiáveis, para ir de metro a correr aproveitar a hora H. Nem cozinhar outra má mentira para explicar as pilhas de livros que ontem à noite não estavam em cima da mesa da sala.
Este ano não há feira. Vai ser uma seca.
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