A sociedade portuguesa assistiu recentemente, incrédula, a uma infeliz manobra palaciana visando exterminar os pequenos partidos.
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
Sinceramente, não percebo qual é o interesse. Na prática, os pequenos partidos em nada prejudicam os grandes, uma vez que nunca conseguem eleger ninguém.
São, por outro lado, um verdadeiro exemplo de civismo e de persistência. Quando o governo se diz tão interessado em premiar e incentivar o trabalho, há lá melhor exemplo de empenhamento do que Garcia Pereira que, por mais eleições que perca, nunca desiste de concorrer a tudo?
Os pequenos partidos são, até, os únicos que suscitam alguma atenção. Será possível imaginar uma campanha eleitoral sem a Carmelinda Pereira? As audiências cairiam em flecha… Aliás, para que é que serve haver eleições, senão para ouvir os pequenos partidos? Para ouvir os outros não é preciso, todos os dias nos entram em casa, sem sequer pedir licença, através da chamada ‘comunicação social'...
Sejamos realistas: ninguém está interessado em assistir a debates entre personagens como Guilherme Silva e Augusto Santos Silva, por exemplo. Porém, se for entre o Arnaldo Matos e o Manuel Sérgio, aí sim, há sucesso garantido. Ou se for o Gil Garcia e aquele tipo dos bigodes, do PPM.
No fundo, o que me parecia genial da parte do governo não era proibir os pequenos partidos, que são simpáticos e não fazem mal a ninguém. Uma jogada de mestre era acabar com os grandes. Se o primeiro-ministro conseguisse acabar com o PS, por exemplo, resolveria quase todos os seus problemas, e não vejo que outra medida faria aumentar tanto a sua popularidade junto do povo.
Sócrates: pensa nisso, pá, que esta o doutor Fajuto oferece-te de borla...
2 comentários:
E era porreiro!
Acho que ele já seguiu o teu conselho! Ou ainda existe PS?
Enviar um comentário