sexta-feira, 18 de julho de 2008

UM ANO IGUAL AOS OUTROS

Passou recentemente um ano desde que António Costa tomou posse à frente da Câmara de Lisboa. Como seria de esperar, tudo está exactamente igual. O maior problema de Lisboa, que é o excesso de automóveis, continua perfeitamente na mesma. Centenas de milhar de veículos insistem em entrar todos os dias na cidade, em poluir e entupir as ruas, por continuar a ser tão barato andar de automóvel em Lisboa. Os passeios continuam pejados de carros, seja em frente à Câmara, à porta das esquadras de polícia, no meio da Praça da Figueira, ou nas avenidas novas, qualquer bocado de passeio é bom para deixar o carro, porque existe a certeza de que isso não é apenas tolerado, mas mesmo incentivado pelas autoridades.

Até agora, o momento mais marcante de António Costa à frente da Câmara foi sem dúvida a peregrina ideia de desactivar a estação de Santa Apolónia e a respectiva linha de comboio, porque o metro já lá chegava. É uma coisa tão estúpida que nem sequer Santana Lopes se lembrou dela.

Pode ser injusto avaliar um ano inteiro de mandato por uma ideia idiota mas, perante esta proposta, é inevitável a convicção de que António Costa não faz a mínima ideia do que é que está a fazer à frente da Câmara, para além de construir uma carreira política. Para isso, porém, devia ficar pelo Parlamento e pelos debates de barbudos nas televisões, que são lugares mais apropriados para os políticos que não sabem fazer nada de jeito.

E por falar neles, é certo que Santana Lopes (justiça lhe seja feita) também teve, durante o seu mandato, a ‘visão’ de acabar com a linha ferroviária de Cascais. Mas a verdade é que na nossa memória é por outros feitos que consegue perdurar...

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