Portugal tem um novo herói nacional. Chama-se Marco Fortes e é lançador do peso, à tarde.
O rapaz teve o condão de unir o país, algo muito raro. Não se via um consenso tão grande entre os portugueses desde que Amália Rodrigues foi desta para melhor. O coro de críticas relativamente às declarações de Marco Fortes no final da sua participação dos Jogos Olímpicos foi mais unânime do que os elogios à prestação de Vanessa Fernandes, porque não falta quem tenha ficado muito desiludido com a atleta pela conquista de uma medalha de prata. Mas ele pôs-se a jeito: justificar a sua fraca prestação (para além de dois arremessos nulos, lançou o peso a 18,05 metros, a 2,08 do seu recorde pessoal) com a hora madrugadora do evento é no mínimo genial.
“De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo…” vai entrar para a História. De fino recorte literário, mas com um truculento travo de sarcasmo, nada fica a dever a outras célebres frases de outros grandes génios da cultura portuguesa do último século, como Luiz Pacheco ou João César Monteiro. O rapaz tem futuro, mas provavelmente mais nas letras do que no estádio.
Sócrates, mais um conselho do doutor Fajuto, pá: se queres garantir uma nova maioria absoluta, vê se consegues pôr o Marco a concorrer pelas listas do PSD…
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