terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma campanha alegre

Estamos em campanha eleitoral, os posts escrevem-se sozinhos. Estamos em 2011, tudo o que havia de bom para escrever já foi feito, agora é só copiar, que foi o que fiz no título e na primeira frase. É aproveitar.

Ontem ouvi na rádio (campanha eleitoral na rádio é um anacronismo, eu sei), o resumo do dia de campanha de uma partido que defende os animais e cujo nome não fixei. Foi no Porto (essa fixei porque era fácil). Estavam preocupados com um canil, são contra o abate dos animais vadios, melhor e mais barato, diziam eles, era esteriliza-los. E transmitiram o depoimento de uma apaixonada pela causa (dos animais vadios) que apareceu ao que parece por acaso, a relatar o seu grande feito de sustentar às suas custas mais de 200 (duzentos, disse ela) animais vadios, mesmo em tempo de crise.

E que era perseguida, que tinha que sair de casa às 3 e 4 da madrugada para alimentar os bichos, porque senão era maltratada e insultada. Suponho que além de ser perseguida e insultada por qualquer pessoa que perceba que alimentar animais vadios, que não são vacinados, nem lavados, nem desparasitados, é uma asneira das grandes, passará também a ser perseguida pelas autoridades de saúde pública, que creio que se interessarão em dar tratamento psiquiátrico à senhora. E daí, talvez não, estamos em Portugal, e o Alberto João continua por aí à solta.

Já tive por vizinha uma senhora que tinha um cão em casa e dava alimento as uns 20 gatos (mais quando as gatas pariam), que comiam, dormiam e aviavam toda a fisiologia animal mesmo à porta do prédio. De Maio a Setembro, quando chovia pouco e o calor apertava...enfim, imagina-se. Um dia foram lá buscar os gatos e a rua voltou a cheira a Lisboa. A senhora teve um desgosto muito grande, e todas as outras pessoas suspiraram de alívio.

Devia ser criado um partido que incluísse nos seu programa mecanismo de apoio eficazes a estas pessoas, para ver se deixavam os animais vadios em paz. Afinal, são animais e não tem culpa nenhuma.

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